Colheita da soja atinge 50% da área no Rio Grande do Sul

Colheita da soja atinge 50% da área no Rio Grande do Sul

segunda-feira, 10 de abril de 2017

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A baixa umidade e a falta de chuvas nas últimas semanas provocaram a maturação antecipada das lavouras
 
Os produtores do Rio Grande do Sul colheram até esta semana 50% da área cultivada com soja e 35% das lavouras já estão em ponto de colheita, segundo o informativo semanal da Emater/RS-Ascar, órgão de assistência técnica e extensão rural do governo gaúcho.
 
Os técnicos da Emater comentam que devido à baixa umidade e a falta de precipitações nos últimos períodos, a maturação das lavouras foi antecipada, porém apresentando plantas e vagens verdes nas partes externas em pontos específicos de algumas lavouras.
 
Eles observam que o teor de umidade dos grãos no momento da entrega aponta para um produto de baixa umidade, chegando aos extremos de 8,5%. “A colheita das lavouras com essa característica de baixa umidade tem provocado perdas na plataforma de corte devido ao impacto do equipamento nas vagens.”
 
Os técnicos de campo também constaram uma grande quantidade de grãos quebrados e danificados, em consequência da combinação de baixa umidade, altas temperaturas e processo de corte inadequado. “De maneira geral, essa situação tem preocupado os produtores, principalmente os que se dedicam à produção de semente, devido à possibilidade de danos nos grãos que comprometem o poder de germinação e vigor das plantas na próxima safra”, diz o relatório.
 
Milho
A colheita do cereal pelos produtores gaúchos atingiu 75% do total semeado, com 23% prontos para a colheita. Segundo os técnicos, o percentual poderia ser maior não fosse o maior interesse pela soja. As lavouras da segunda safra estão em desenvolvimento, atingindo o estádio de florescimento e formação de grãos. Um fator preocupante é a falta de chuvas, que já provoca a murcha das plantas e secagem das folhas basais.
 
Os técnicos da Emater/RS comentam que apesar dos bons resultados obtidos até o momento, em termos de produtividade, os agricultores estão muito insatisfeitos com os preços praticados no mercado, provocando muita insegurança a respeito do investimento para a próxima safra. “Muitos produtores têm buscado o EGF (Empréstimo do Governo Federal) para poder pagar as contas sem precisar vender o milho, na expectativa de conseguir melhor preço no segundo semestre de 2017.
 
Arroz
O percentual de área colhida de arroz chegou a 56% da área nesta semana, avançando 11 pontos percentuais em relação à safra passada e muito próximo da média histórica para o período. Os técnicos alertam que este cenário deverá mudar, tendo em vista os prognósticos de intensa precipitação para os próximos dias, o que provocará a paralisação dos trabalhos de colheita. Outro fato a descontentar o produtor de arroz diz respeito aos preços praticados, que vêm se desvalorizando a cada semana. No atual momento o orizicultor está recebendo, em média, R$ 39,74. Há um mês recebia o equivalente a R$ 46,24: uma diferença de 14%.
 
Trigo
Em plena entressafra do trigo, os agentes financeiros estão acolhendo propostas para custeio das lavouras. Os produtores começaram a se mobilizar e planejar o plantio da próxima safra, realizando análise de solo e providenciando demais documentos necessários para o encaminhamento de novas propostas de custeio, dizem os técnicos.
 
Segundo eles, em decorrência de problemas com a comercialização nas cooperativas, está ocorrendo a troca do produto comercial por sementes e insumos para o plantio da nova safra. “A tendência de área para a próxima safra deverá ser muito parecida com a anterior, com pequena variação para mais ou para menos.” No primeiro levantamento de intenção de plantio deverá ser publicado no início de maio.
 
POR REDAÇÃO GLOBO RURAL

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